Durante muito tempo, dispositivos para pets serviram principalmente para localização e contagem de atividade.

Isso está mudando.

Um estudo com 703 cães acompanhados por dispositivos biométricos registrou frequência cardíaca e respiratória durante meses em ambiente cotidiano. Os pesquisadores observaram variações relacionadas a idade, horário do dia, estação, peso e raça — dados que podem ajudar a construir referências para futuros sistemas capazes de detectar padrões anormais.

E a tecnologia está indo além das coleiras.

Pesquisadores já desenvolveram até uma roupa inteligente para cães, capaz de acompanhar respiração, temperatura corporal e atividade física continuamente.

O pet não precisa estar na clínica para começar a ser observado.

A Pet Tech está saindo do “quanto ele se mexeu?” para “algo mudou?”

Esse talvez seja o avanço mais interessante.

Em cães com osteoartrite, um estudo exploratório mostrou que sensores contínuos conseguiram acompanhar alterações de atividade e descanso relacionadas a eventos clínicos ao longo do tempo. PubMed

Isso não transforma um wearable em veterinário.

Mas pode transformar um objeto que o animal usa todos os dias em mais uma forma de perceber mudanças.

Radar Amlealt

Sinal observado: monitoramento contínuo está avançando.

Oportunidade: conectar dados gerados por dispositivos ao histórico digital do pet.

Atenção: medir não é o mesmo que diagnosticar.

Talvez o futuro do cuidado não seja observar o pet mais vezes.

Seja conseguir observá-lo por mais tempo.

O que estamos vendo