A Amlealt estava crescendo.

Saúde. Agenda. Documentos. Alimentação. Rotinas. Perfil. Configurações.

Novos recursos resolviam novos problemas.

Mas, durante testes com usuários, percebemos outro problema surgindo:

encontrar.

Não adiantava uma função existir se o usuário precisava procurar por vários lugares até descobri-la.

E isso nos levou a uma pergunta bem simples.

E se ninguém precisasse saber onde as coisas ficam?

Uma função que ninguém encontra é quase uma função que não existe.

Era a lógica.

Para quem constrói uma plataforma, alguns caminhos parecem óbvios.

Carteira de Vacinação está dentro de Saúde.

Tema está dentro de Configurações → Personalizar.

Peso aparece no Perfil e também faz parte do histórico de saúde.

Nós conhecemos essa estrutura porque a construímos.

O usuário não deveria precisar conhecê-la.

Ele não pensa:

“Quero acessar Saúde → Vacinas.”

Ele pensa:

“Quero registrar uma vacina.”

Não pensa:

“Preciso abrir Personalizar → Tema.”

Pensa:

“Quero deixar a Amlealt escura.”

Foi aí que encontramos o verdadeiro problema.

A plataforma falava em menus.

O usuário falava em objetivos.

O problema não era o usuário.

Colocar uma barra de pesquisa.

Mas uma busca tradicional criaria outro problema.

Se o recurso se chama “Carteira de Vacinação”, o que aconteceria se alguém pesquisasse:

“adicionar vacina”?

Ou:

“próxima vacina”?

E se procurasse “remédio”, mas o recurso estivesse chamado “Medicações”?

Se a busca exigisse que o usuário conhecesse o vocabulário da Amlealt...

estaríamos apenas escondendo o mesmo problema dentro de uma barra de pesquisa.

Então mudamos a pergunta.

A primeira ideia parecia óbvia.

Essa se tornou a base da Pesquisa Inteligente.

Hoje, um recurso não é encontrado apenas pelo seu nome.

A busca considera palavras-chave, sinônimos, intenções, erros de escrita e similaridade entre termos. Ela também usa o contexto da área em que o usuário está para melhorar os resultados.

Isso permite associar maneiras diferentes de pedir pela mesma coisa.

“registrar vacina”

→ Carteira de Vacinação

“onde ficam meus documentos?”

→ Documentos

“quero mudar o tema de fundo”

→ Tema

“fazer backup no dispositivo”

→ Backup no dispositivo

“trocar foto do pet”

→ Foto do perfil

Essas associações fazem parte da própria estrutura atual da pesquisa.

E se ela tentasse entender o que a pessoa quer fazer?

Tinha que levar até lá.

Esse foi o passo que transformou a busca em algo mais interessante.

Ao selecionar um resultado, a Amlealt não deveria simplesmente responder:

“Isso fica em Saúde.”

Ela deveria abrir.

Então a pesquisa passou a funcionar como uma espécie de atalho universal da plataforma.

Se o resultado está em uma aba, ela abre a aba.

Se está em uma subseção de Saúde, abre a subseção.

Se está nas configurações, abre as configurações corretas.

Se é a Amlealt IA, abre a IA.

Se é outro perfil de pet, troca para aquele pet.

E, quando o recurso está dentro de uma tela maior, a plataforma pode rolar até ele e destacá-lo visualmente.

A pesquisa deixou de responder “onde”.

Ela passou a responder “aqui”.

Encontrar não era suficiente.

Também pensamos nisso.

Quando a barra está vazia, ela pode apresentar atalhos relacionados à área atual. Depois de uma pesquisa, também consegue guardar a busca recente.

Quando existe uma correspondência menos clara, a interface oferece sugestões relacionadas em vez de simplesmente terminar em “nenhum resultado”.

A própria frase dentro da barra muda conforme o contexto e apresenta exemplos como:

“quero mudar a espécie do meu pet”

“editar nome do pet”

“onde altero o tema?”

“trocar aparência”

A ideia é simples:

ensinar a pesquisar sem ensinar a usar a pesquisa.

E se a pessoa nem souber o que pesquisar?

Existe um princípio de experiência por trás dela.

A W3C descreve a busca como uma maneira de permitir que usuários encontrem conteúdo sem precisar compreender ou navegar pela estrutura do site, algo especialmente útil conforme sistemas ficam maiores.

Pesquisas de usabilidade também mostram que a própria presença e destaque do campo de busca influencia a maneira como as pessoas escolhem encontrar coisas, e que muitos usuários recorrem à busca simplesmente por ser mais conveniente do que navegar manualmente por categorias.

Isso reforçou a direção que surgiu nos nossos testes.

A navegação continua importante.

Mas ela não precisa ser a única maneira de chegar a algum lugar.

Isso não é só uma decisão da Amlealt.

A Pesquisa 001 começou com uma dificuldade aparentemente pequena.

“Onde fica isso?”

Mas ela nos ensinou algo maior sobre como queremos construir a Amlealt.

O usuário não deveria aprender a arquitetura da plataforma.

A plataforma deveria aprender diferentes maneiras pelas quais o usuário pode pedir alguma coisa.

Por isso, a barra de pesquisa deixou de ser apenas um campo para procurar palavras.

Ela se tornou uma nova camada de navegação.

O que aprendemos

Hoje ela aparece oficialmente na plataforma como:

Pesquisa Inteligente da Amlealt.

A barra fica integrada à experiência principal e possui seu próprio painel de resultados.

E continuamos evoluindo a mesma ideia que nasceu daqueles primeiros testes:

Se existe na Amlealt, deve ser simples encontrar.

Da navegação à intenção.

O resultado